O que é preciso para ser o GOAT? OS 10 FATORES


Assumindo que é pertinente ou interessante a comparação entre atletas de gerações diferentes,
acredito que as respectivas estatísticas e “feitos numéricos” são o melhor meio
de (tentar) estabelecer algum tipo de consenso mais duradouro.
Dito isso…

O QUE É PRECISO PARA SER O G.O.A.T. (The Greatest of All Times)?

Idealmente, claro, ser o melhor em todos os critérios.

Sabemos, porém, que esse não é o caso. Sendo assim, elenquei 10 fatores mediante os quais julgar os candidatos. Uma análise desses números e seu peso relativo será chave para tentarmos atingir algum resultado mais consistente.

(1). O FATOR GRAND SLAM (GS)

— títulos, finais e semis: consecutivos e não-consecutivos
Discussão:
— Importância dos GS.
— Sete partidas. Todos os cabeças-de-chave dentro. Tradição, desejo, pressão.
— O fator “melhor de cinco” sets. Um teste para os grandes.
Os grandes: Federer, Sampras, Laver, Emerson, Borg, Nadal

(2). O FATOR MASTERS CUP (MC)

— Apenas os oito melhores do ano.
Os grandes: Sampras, Lendl, Federer.

(3). O FATOR MASTERS SÉRIES (MS)

— títulos, finais e semi: consecutivos e não-consecutivos
— Importância dos MS.
— Cinco partidas. (Quase) todos os cabeças-de-chave dentro.
— Pena a final não ser mais melhor de cinco sets. Inexistência de MS antes de 1990.
Os grandes: Nadal, Federer, Agassi, Sampras.

(4). NÚMERO TOTAL DE TÍTULOS

Os impressionantes números de Connors.
Por que não pode o número total de títulos ser O critério: torneios menores jogados simultaneamente = menos competição entre os melhores. Menos partidas. Melhor de três sets.
.

(5). O FATOR “NÚMERO 1”

— Final de ano como #1; consecutivos ou não.
— número de semanas na liderança; consecutivas ou não.
Os grandes: Sampras; Federer; Lendl; Connors

(6). O FATOR IDADE (títulos/recordes X idade)

— o fator “precocidade”.
Hewitt, o mais novo número 1; Borg: 11 GS, 63 títulos antes dos 26 anos; Nadal: 10 GS, 19 MS, 46 títulos aos 25 anos.
Precocidade X “Longevidade”
O caso Borg: deveria ser ele considerado o GOAT por causa de seus impressionantes — e precoces — números?
Como deveríamos julgar carreiras que terminam precocemente? Deveriam os jogadores que têm uma carreira mais longa ser “penalizados” por isso? Ou a carreira (e números) de um atleta constitui um “todo indissociável”, espelho final e definitivo de todas suas potencialidades?

(7). O FATOR “E SE”

E se Borg não tivesse se aposentado tão cedo… Ou Justine Henin
E se a contusão não tivesse impedido Guga de jogar mais torneios, durante mais anos…
E se Monica Seles não tivesse sido esfaqueada…
Podemos incorporar os inúmeros “SEs” aos feitos realmente obtidos pelo atleta?
.

(8). O FATOR “RIVALIDADE” (HEAD-TO-HEAD)

Sampras prevaleceu contra seus principais rivais, notadamente Agassi.
Federer, ao contrário, tem um head-to-head desfavorável contra Nadal.
Pode o GOAT ter um head-to-head inferior?
Um estranho paradoxo: melhor você é, pior pode ser seu head-to-head
Um conceito interessante: match-up: estilos de jogo feitos ‘sob medida’ ou crônica de um resultado anunciado

(9). O FATOR PSICOLÓGICO

Ice Borg e Ice Nadal X Instável Federer
— É possível separar, num atleta, seus talentos físicos dos técnicos, e estes dos psicológicos? Se sou dotado de incrível técnica, mas não consigo terminar os jogos por conta de meu físico, deveria ser, mesmo assim, candidato a GOAT?
O paradoxo: se, apesar de óbvia “fragilidade” psicológica, consigo estabelecer recordes e marcas insuperáveis, deveria isso ser considerado um argumento contra ou a favor minha qualidade de atleta?

(10). O FATOR “RECORDES”

— GS, MS, Masters Cup, ATP: títulos, finais, semi: consecutivos/não-consecutivos: número de vitórias…
— Liderança do ranking: temporada final, semanas; consecutivos/não-consecutivos; número de pontos.
— Anos como top ten; anos com título (de GS)…
 
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2 responses to “O que é preciso para ser o GOAT? OS 10 FATORES

  1. Excelente dissertação!
    Acredito que um GOAT não pode ter um Head to Head adverso, apesar de títulos, vitórias ou semanas na liderança.

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    • Olá Demétrio, obrigado por seu comentário. Um H2H adverso é realmente uma grande falha no currículo, nao há como desconhecer isso.
      A questão é que nenhum jogador tem um currículo perfeito. Entao trata-se de comparar nao apenas os maiores feitos de cada atleta, mas também as suas maiores “falhas”, digamos assim.
      Sampras, por exemplo, tem H2H positivo contra seus principais adversários. Entretanto, seu melhor resultado em Roland Garros foi uma semi final…
      Que “falha” é historicamente mais relevante? Eu aposto que Sampras trocaria facilmente seu H2H positivo contra Agassi, por exemplo, por um título em Roland Garros…
      E Nadal, será que ele nao trocaria o H2H positivo contra Federer por um título no Finals?

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