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AS DUAS VERDADES: DESCARTES COM LACAN (Estudos Lacanianos-UFMG, 2008)(5 pgs)

23 Maio, 2010

AS DUAS VERDADES: DESCARTES COM LACAN*

Marcos BULCÃO NASCIMENTO [USP/Fapesp]

mbulcao@gmail.com


in: Revista Estudos Lacanianos
Ano I, n.º 2, Agosto-Dezembro 2008

I

Neste trabalho, nós gostaríamos de examinar a pertinência de falar de duas verdades — uma verdade evanescente, aquela do sujeito, e uma outra eterna, aquela da ciência ou, como veremos, aquela do Outro — e sobretudo a possibilidade de defender a legitimidade de falar de uma verdade que, por sua própria natureza, não perdura.

Para esta empresa, recorreremos à filosofia, mais precisamente a Descartes. Descartes é, com efeito, um dos interlocutores preferidos de Lacan, que se serve deste “diálogo” especialmente para poder definir o que é específico da psicanálise. Sua inversão do cogito cartesiano é bem conhecida1, e ela nos será especialmente útil para diferenciar a verdade do sujeito (do inconsciente) e a verdade da ciência.

II

Inicialmente, devemos dizer que a inversão do cogito feita por Lacan poderia dar a falsa impressão de que há apenas pontos de ruptura entre ele e Descartes. Sob uma leitura mais apurada, entretanto, poderemos perceber toda uma etapa de constituição do cogito que poderia ser a justo título chamada de “lacaniana”. Trata-se justamente da fase que precede o estabelecimento do cogito como sendo a verdade primeira. Ou, mais precisamente, a fase que precede a primeira construção de saber que é feita a partir do cogito, isto é, a assunção de que a essência do meu ser é o pensamento. Porém, investiguemos isto mais de perto.

A intenção da filosofia de Descartes é a de fundar o conhecimento sobre bases indiscutivelmente seguras e certas. É ele que inaugura o pensamento epistemológico moderno. Sua idéia para atingir este objetivo é de fazer o exame mais rigoroso possível de tudo o que foi admitido até então como conhecimento. Ele vai então duvidar de tudo o que pode, de uma forma ou de outra, enganar seus juízos. Todavia, Descartes não vai naturalmente submeter todo o edifício do conhecimento a uma crítica pontual e localizada, uma tarefa semelhante parecendo ser mesmo impossível. Com efeito, sua estratégia não consiste em contestar tudo o que se apresenta como conhecido, mas em contestar as próprias fontes deste conhecimento. Se as fontes não são confiáveis, então a desconfiança deve estender-se a todo conhecimento que delas deriva: “a ruína das fundações faz tombar o edifício todo inteiro”. É assim que ele coloca em cheque todos os conhecimentos, um após o outro, num movimento de generalização crescente.

Descartes começa por criticar os conhecimentos empíricos, depois aqueles intelectuais. Se os primeiros não resistem à argumentação dos sonhos2, os segundos são mais resistentes, já que mesmo no sonho “dois e dois continuam a formar o número quatro”. É para colocar em causa essas verdades matemáticas que Descartes vai recorrer à hipótese de um Deus enganador, de um Gênio Maligno, o qual nos poderia ter criado de tal forma que nós acreditássemos que há um mundo de coisas exteriores quando realmente não há; de uma tal forma que a necessidade de nossos raciocínios matemáticos não seja senão fictícia3.

Contudo, o que quer que esse Deus enganador possa fazer-me, mesmo se ele consegue persuadir-me de que não há nada existente no mundo, ele não me pode persuadir de que eu não existo. Ou seja, não há dúvida de que eu existo, se ele me engana. Eu não posso nada ser no momento em que eu penso ser alguma coisa. Eis a verdade primeira: eu duvido, eu penso, logo eu existo. E esta proposição deve ser necessariamente verdadeira, ao menos todas as vezes que eu a enuncio ou a concebo no meu espírito4.

Esta etapa, nós a chamaremos “pré-cogito”, isto é, a fase que desarticula todo o saber e permite assim a revelação de uma verdade que precisamente resiste a toda destruição. Eu duvido, logo eu sou5.

III

Entretanto, Descartes não se contenta apenas com o estabelecimento desta verdade, que ele próprio qualifica como evanescente, já que não se a pode assegurar como verdadeira senão na medida em que se a enuncia. Realmente, pode ser que a existência seja descontínua, que Deus recrie o universo a cada instante, segundo sua onipotente vontade. Assim, esta verdade não convém aos propósitos cartesianos. É preciso fazer desta verdade primeira o pilar das outras que deverão seguir. Aqui, inicia-se a etapa que chamaremos “pós-cogito”.

O que podemos aprender da verdade primeira? — pergunta-se Descartes. Ora, se a realidade de todas as coisas é duvidosa, a minha, que de tudo duvida, não pode sê-lo. De fato, se eu duvido, eu existo. O fato de duvidar seria então a essência de minha existência? Na verdade, não, já que eu posso pensar sem duvidar, mas eu não posso duvidar sem pensar. Portanto, a dúvida não é senão um dos aspectos de meu pensamento, o qual deve, por conseqüência, ser a verdadeira essência do meu ser. Se eu duvido, eu penso. Se eu penso, eu sou. Eis um objeto de conhecimento cujo valor é inalienável: minha existência enquanto pensamento.

Com este movimento, Descartes passa da verdade puramente “existencial” do cogito — que se revela quando todo sentido se esvai — para sua verdade “ontológica”, que dá ao ser uma substância e certas propriedades essenciais. O edifício do conhecimento começa a ser (re)construído6. Mas é preciso continuar a avançar, e, para isso, é crucial ter critérios precisos que nos impeçam de cair no erro. O recurso ao cogito faz-se de novo necessário. Descartes se dá conta de que o que faz do cogito uma verdade indiscutível é seu caráter claro e distinto. Então, ele faz desta nova constatação seu critério de progresso: tudo o que se apresenta como uma idéia clara e distinta, ele a assumirá como sendo verdadeira7.

Contudo, ainda que este critério seja satisfatório, Descartes sabe que ele não é suficiente. De fato, se ele pode garantir o progresso, passo a passo, do simples ao complexo, ele não pode garantir a memória8 das etapas de construção. Sendo assim, seria necessário refazer indefinidamente todas as etapas das demonstrações para manter a credibilidade dos resultados atingidos, o que é evidentemente inaceitável se a intenção é a de construir um edifício sólido e grandioso. Então, seu critério não pode ser senão provisório, e lhe é necessário algo que garanta todas as fases do processo de conhecimento permanentemente.

É assim que Descartes terá necessidade da prova da existência de Deus, de um Deus que sobretudo não engane. A solução será encontrada na perfeição9 divina: Deus, sendo perfeito, não poderia querer enganar-me. Conseqüentemente, todas as vezes que eu agir respeitando o bom critério, eu estarei assegurado de chegar a resultados verdadeiros e seguros10. Deus é assim o garante supremo das verdades eternas11.

IV

Não é difícil perceber que há então dois momentos completamente opostos na filosofia cartesiana: um primeiro momento de desmontagem, de desarticulação do saber; e um segundo de montagem, de construção.

A que isto nos serve, esta diferenciação entre um momento “pré-cogito” e um outro “pós-cogito”? Seu interesse é exatamente aquele de mostrar e de elucidar a diferença entre os dois tipos de verdade. Com efeito, se articulamos agora a exposição sobre Descartes com os conceitos lacanianos, seremos capazes de estabelecer que a verdade saída da fase “pré-cogito” é justamente a verdade do sujeito, e, do outro lado, que a verdade eterna, garantida por Deus, se torna daqui em diante a verdade garantida pelo Outro. Esta interpretação adquire toda sua potência quando se pensa as duas etapas do cogito como a perfeita inversão do processo de alienação e de separação do sujeito12.

Com efeito, o que a fase anterior do cogito estabelece? Em primeiro lugar, ela procede de forma a demolir todo o edifício do conhecimento, toda a articulação do saber. Ora, nós podemos bem pensar este movimento de desarticulação em termos do corte de S1-S2. Realmente, se cortamos o par mínimo significante, toda significação é imediatamente abolida. Cai-se no sem sentido, no non-sense e portanto nenhum conhecimento é mais possível. Com efeito, se toda verdade científica é uma verdade que é veiculada pelo discurso e se o discurso articulado não é mais possível, então todo o edifício do conhecimento está arruinado. Assim, o que Descartes atinge através de sua hipótese do Gênio Maligno, Lacan pode atingir igualmente por esta suposição de corte entre S1 e S2. Qual é então o resultado desta demolição do conhecimento, desta queda no non-sense? Precisamente o surgimento da verdade primeira, verdade do sujeito, uma verdade que se põe desde logo como fundamentalmente evanescente, que não perdura senão na medida em que o contraste entre a dúvida e minha existência se mantém13. Trata-se de uma verdade que me diz que eu sou alguma coisa, mas que não me diz nada sobre esse “isto” que eu sou efetivamente. Eu sou um puro “isto”, um vazio de atributos e de significações: está aí a única conclusão que se pode legitimamente tirar desta fase “pré-cogito14.

Ora, o que é esta conclusão senão exatamente o resultado do processo de separação, tal qual ele é descrito por Lacan? Realmente, neste momento, Descartes pode ser dito “lacaniano”, a verdade do sujeito não tendo ainda sido excluída. Não é senão no movimento seguinte que tal exclusão se produz, quando Descartes, insatisfeito precisamente com seu caráter efêmero, cristaliza, petrifica a verdade primeiramente obtida ao fazer do pensamento uma substância, a essência desse sujeito. Passa-se assim da pura existência à atribuição. Eis aí o passo de “traição” à verdade do sujeito, o ato de exclusão desta verdade. Efetivamente, o que é dado no “pós-cogito” é o passo irreversível em direção à alienação do sujeito, reinserção no mundo do sentido. Com esta identificação substancial entre o sujeito e o pensamento, volta-se ao campo do Outro: S1-S2 tem sua conexão restabelecida.

V

É preciso então marcar bem a diferença entre o pensamento tal qual ele é entendido no “pré-cogito” e o pensamento do “pós-cogito”. O primeiro é o pensamento enquanto dúvida, enquanto desarticulado de qualquer construção semântica. É o pensamento que, no fundo do sem sentido, constata sua existência. O segundo, ao contrário, é o pensamento já enquanto articulado, enquanto capaz de gerar juízos de atribuição, de construir sentenças ricas em significação. Esta diferenciação é importante para perceber que a inversão do cogito realizada por Lacan diz respeito apenas ao pensamento enquanto articulado. “Eu sou onde não penso” quer dizer “eu sou onde eu não articulo, onde eu não produzo sentido”. De outro lado, nós temos que, quando eu penso, quando eu articulo, aí, eu não sou.

Dizer então que Descartes foraclui a verdade do sujeito significa que ele recusa a aceitá-la enquanto tal e a mascara, a esconde, a bane. Ele a substitui pela verdade que pode perdurar, que pode almejar à eternidade. Ele a troca sobretudo pela verdade que pode ser garantida por Deus, pelo Outro, uma instância “superior” que a iguala ao olhar dos outros e assim evita uma confrontação com seu próprio desejo, com sua realidade mais nua. Ora, esta foraclusão é, num certo sentido, necessária, se se segue os propósitos da ciência, do conhecimento. Com efeito, o pressuposto principal de todo conhecimento é sua institucionalização, sua possibilidade de reprodução ou transmissão. Assim, a ciência deve foracluir necessariamente o sujeito do inconsciente justamente porque sua verdade é uma verdade particular, efêmera, não institucionalizada e não reprodutível. A verdade da ciência é a verdade do discurso articulado, a verdade do Outro15.

NOTAS

* Texto adaptado, retirado do capítulo 3 do livro A Constituição da Realidade no Sujeito, fruto da minha dissertação de D.E.A. defendida em julho de 1998, na Université de Paris VIII, título posteriormente convalidado, em março de 2001, ao de Mestre pela Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). (cf. Bulcão Nascimento, M. (2007) A Constituição da Realidade no Sujeito: Psiquismo, Real e Epistemologia, Salvador: Edufba)

1 “Eu penso onde não sou. Eu sou onde não penso”.

2 Cf. Descartes, R. (1973-1978 [1641]) Méditations métaphysiques, in : Oeuvres de Descartes, tome IX-1, Éd. Charles Adam & Paul Tannery, 11 tomes, Paris : Vrin, p. 14. Com efeito, no sonho, cremos experimentar coisas que não correspondem ao que se passa na realidade (de vigília) e, entretanto, nós lhes vinculamos a mesma crença que aos eventos que se experimentam na vigília. Ora, poderia ser que a vida inteira não passasse de um sonho contínuo e que, portanto, tudo aquilo que acreditássemos conhecer por seu intermédio não se mostrasse senão ilusões.

3 Descartes, R. Méditations métaphysiques, op. cit., pp. 15-17.

4 Ibid. p. 19, e também Discours de la méthode [1637], in : op. cit., tome VI , p. 32.

5 Efetivamente, comentadores como Alquié defendem a idéia de que a formulação do cogito nas Méditations põe a verdade da existência diretamente a partir da dúvida (cf. Alquié, F. (1950) La découverte métaphysique de l’homme chez Descartes, Paris : PUF, pp. 185-186).

6 Desta vez sobre bases seguras, segundo Descartes.

7 Descartes, R. Méditations métaphysiques, op. cit., p. 38.

8 Já que a memória se mostrou em outras ocasiões enganadora.

9 A perfeição de Deus é importante em pelo menos dois sentidos. Em primeiro lugar, é a partir de sua perfeição que Descartes “demonstrará” Sua existência. O argumento, em linhas gerais, é o seguinte: (a) eu tenho a idéia de perfeição, de infinito; (b) é um fato que a causa deve ter ao menos tanto efeito que a conseqüência, isto é, o efeito não pode ser maior na conseqüência do que na causa (por exemplo, um bola de bilhar A, de velocidade x, não pode dar a uma outra bola de bilhar B um impulso tal que a velocidade de B ultrapasse a velocidade original de A — sem uma força extra concorrente, bem entendido). Ora, eu sou, sem nenhuma dúvida, finito e imperfeito. Portanto, eu não poderia ser a fonte da idéia de infinito, de perfeição, tal como ela se apresenta na minha mente. Conclusão, deve existir, de fato, um ser supremo, perfeito e infinito, capaz de imprimir tal idéia no meu espírito. Em segundo lugar, a perfeição de Deus inclui sua bondade, o que exclui a possibilidade de um Gênio Maligno e enganador.

10 É interessante notar que Descartes não se contenta em fazer de Deus o garante das verdades. É preciso ainda desculpá-lo de nossos erros. Estes são explicados pelo fato de que o homem tem uma vontade maior do que seu entendimento. Assim, todas as vezes que o sujeito proferir juízos sobre um domínio qualquer de que ele não tem saber ou ciência, o erro é um resultado certo.

11 Cf. Descartes, R. Méditations métaphysiques, op. cit., p. 38, onde Descartes diz justamente que é Deus que garante o fato de que todas as coisas que concebemos clara e distintamente são verdadeiras. E Ele pode garanti-lo porque ele é um ser perfeito (e portanto bom).

12 “Perfeita” no sentido de que o primeiro movimento do cogito é um movimento de separação, com o surgimento da verdade do sujeito, e o segundo um movimento de alienação, com a respectiva reinserção nas leis do Outro. Em Lacan, ao contrário, o processo de alienação vem em primeiro lugar. Uma outra observação: não ignoramos que o processo de alienação faz referência antes à filosofia hegeliana do que à cartesiana. Contudo, isto não invalida nossa tentativa de mostrar a oposição entre a verdade do sujeito e a verdade do Outro a partir da comparação com a filosofia cartesiana. A filosofia hegeliana é útil sobretudo para esclarecer a questão do reconhecimento e da implicação do Outro no desejo do sujeito (cf. Bulcão Nascimento, M. (2007) A Constituição da Realidade no Sujeito : Psiquismo, Real e Epistemologia, Salvador: Edufba, pp. 60-1).

13 Poder-se-iam resumir assim as conclusões: “(1) nada de certeza sem engano; (2) nada de “eu penso” sem uma suspensão de todo saber. Está aí a disjunção do saber e da verdade; (3) pontualidade deste sujeito no tempo e necessário evanescimento do mesmo” (cf. Cottet, S. (1987) “Je pense où je ne suis pas, je suis où je ne pense pas ”, in : Lacan (direction de Gérard Miller), Paris : Bordas, p. 20).

14 Cf. Miller, J-A. (1986-87) Ce qui fait Insigne, Paris, aulas 07-28/01/1987. Também Lacan, J. (1973) Le Séminaire, livre XI, Les quatre concepts fondamentaux de la psychanalyse, Paris : Seuil, pp. 235-6; Lacan, J. (1966-7) Le Séminaire, livre XIV, La logique du fantasme, aulas de 14/12/1966; 11-18/01/1967.

15 Bulcão Nascimento, M., op. cit., pp. 62-3.

Marcos Bulcão Nascimento — Doutor em Filosofia pela USP (2005), com doutorado sanduíche pela University of South Carolina (2003-4). Mestre em Teoria Psicanalítica, pela Université de Paris VIII (1998). Tem ainda pós-doutorado pela UFBA (Prodoc-Capes, 2006-7) e USP (Fapesp: 2008-atual).

AS DUAS VERDADES: DESCARTES COM LACAN

Resumo : Neste trabalho, nós gostaríamos de examinar a pertinência de falar de duas verdades — uma verdade ‘evanescente’, aquela do sujeito, e uma outra eterna, aquela da ciência ou, como veremos, aquela do Outro — e sobretudo a possibilidade de defender a legitimidade de falar de uma verdade que, por sua própria natureza, não perdura.

Palavras-chave: verdade; cogito ; Outro; sujeito; alienação; separação

THE TWO TRUTHS: DESCARTES WITH LACAN

Abstract : In this work, we would like to examine the relevancy of speaking of two truths — a ‘fading’ truth, that of the subject, and the eternal one, that of science or, as we shall see, that of the Other — and, above all, the possibility of defending the legitimacy of speaking of a truth that does not last.

Key-words: truth; cogito; the Other; subject; alienation; separation

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